Se eu fizesse de conta que o mar existe, talvez eu mergulhasse e fosse até as profundezas... Mas ele existe e eu sei disso! E porque ele é tão maior que aquele que eu vi quando só imaginei, eu me encabulo, me acovardo, me intimido e fico olhando para ele... Preso ao medo de transcender ou à limitada necessidade de não forçar a quarta parede entre a matéria e o espírito. Engraçado... E eu acho que olhar o mar é uma virtude. O que pensaria se fosse eu o Mar e me visse, olhando para ele, sem coragem de transcender meus limites? Se eu fizesse de conta que a vida existe... Se eu fizesse de conta que o ato de atuar existe... Se eu fizesse de conta que o amor existe... O que diriam a Vida, o Ato e o Amor, de mim, se eles me vissem flertando com eles sem transcender a quarta parede do existir? E sem perceber que... Ah,agora tenho a intuição de que eu já percebi tudo! São as palavras que vão me levar aos lugares de que preciso! É com elas que eu devo abrir todos os caminhos de que preciso. Do Mar, da Vida, do Ato e do Amor.
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