Como dramaturgo, conto histórias. Algumas intensas, outras frugais. Mas TODAS as que vêm da alma:
"RODRIGO – Isso é coisa que moleque faz, então?
FÁBIO – Moleque normal, sim.
RODRIGO – Eu fiz quase tudo isso.
FÁBIO – Principalmente o troca-troca, né?
RODRIGO – Se é disso que você quer falar.
FÁBIO – Eu não quero falar disso, não. Quem começou a falar foi você.
RODRIGO – Fazia com meu primo.
FÁBIO – O quê?
RODRIGO – Troca-troca."
Os Dois trocam, em cena... Mas não de roupa. Aliás, a roupa eles nem tiram. São relativamente comportados. Nem de sexo! Nem sexo fazem, nem simulam, nem de longe... MAS ELES TÊM MUITO A DIZER! But... No about sexy! Nothing about love! And all about male world!
Sábado, Agosto 29
Sexta-feira, Agosto 28
DOIS

Eu estava poetando
E me divertia com poetas
Poetas porretas
Aí, chegou o trem
Que invadiu meu campo com uma onda verde
Quente
Na fricção dos trilhos e dos corpos
E me riscou com a ponta da faca, de leve,
Retirando o leite
Doce...
Nem foi preciso açúcar
O que se deu já foi de um açúcar
Não tão doce nem tão áspero
Mas fecundante
Mesmo não sendo este o foco
Este era o prazer
O encontro
A acolhedora aventura
Esperança numa entrega que busca
Mais... Muito mais que carne
Completude, cumplicidade,
Amor
Quem sabe!
SergioHMP
E me divertia com poetas
Poetas porretas
Aí, chegou o trem
Que invadiu meu campo com uma onda verde
Quente
Na fricção dos trilhos e dos corpos
E me riscou com a ponta da faca, de leve,
Retirando o leite
Doce...
Nem foi preciso açúcar
O que se deu já foi de um açúcar
Não tão doce nem tão áspero
Mas fecundante
Mesmo não sendo este o foco
Este era o prazer
O encontro
A acolhedora aventura
Esperança numa entrega que busca
Mais... Muito mais que carne
Completude, cumplicidade,
Amor
Quem sabe!
SergioHMP
Sábado, Agosto 8
Esperando Godot
Hoje, me sinto, às vezes, esperando um Godot que está demorando a chegar. A previsão é a de que ele chegue ainda este ano, talvez em outubro.
Falo do novo filme de Aluizio Abranches e que traz, no elenco, Julia Lemmertz e demais atores que admiro e passei a admirar depois do clip deste filme. O filme tem temática polêmica porque trata de homossexualismo entre irmãos por parte de mãe. Mas não fala de sexo, fala de amor; de um amor que nasceu quando os dois ainda eram crianças, nasceu puro e não se transformou, apenas evoluiu, sofreu mutações...Pessoas, estou esperando este Godot chamado Do Começo Ao Fim.
Falo do novo filme de Aluizio Abranches e que traz, no elenco, Julia Lemmertz e demais atores que admiro e passei a admirar depois do clip deste filme. O filme tem temática polêmica porque trata de homossexualismo entre irmãos por parte de mãe. Mas não fala de sexo, fala de amor; de um amor que nasceu quando os dois ainda eram crianças, nasceu puro e não se transformou, apenas evoluiu, sofreu mutações...Pessoas, estou esperando este Godot chamado Do Começo Ao Fim.
A Título de Reinauguração
Como reinauguração, nesta minha volta ao meu blog, segue a letra da música que mais gostei nos últimos tempos, Diz Que Fui Por Aí, de Zé Ketti e cantada pela Fernanda Takai. A partir de agora, retorno ao meu blog, "depois que a saudade se afastou de mim".
"Se alguém perguntar por mim / Diz que fui por aí / Levando o violão embaixo do braço / Em qualquer esquina eu paro / Em qualquer botequim eu entro / Se houver motivo / É mais um samba que eu faço / Se quiserem saber se volto / Diga que sim / Mas só depois que a saudade se afastar de mim / Tenho um violão para me acompanhar / Tenho muitos amigos, eu sou popular / Tenho a madrugada como companheira / A saudade me dói, o meu peito me rói / Eu estou na cidade, eu estou na favela / Eu estou por aí / Sempre pensando nela".
"Se alguém perguntar por mim / Diz que fui por aí / Levando o violão embaixo do braço / Em qualquer esquina eu paro / Em qualquer botequim eu entro / Se houver motivo / É mais um samba que eu faço / Se quiserem saber se volto / Diga que sim / Mas só depois que a saudade se afastar de mim / Tenho um violão para me acompanhar / Tenho muitos amigos, eu sou popular / Tenho a madrugada como companheira / A saudade me dói, o meu peito me rói / Eu estou na cidade, eu estou na favela / Eu estou por aí / Sempre pensando nela".
Quinta-feira, Julho 24
Acaboouououou
Acabou o mês de julho. Praticamente - Amanhã, dia 25.07, segundo o Calendário Maia, é o Dia Fora do Tempo - e, depois, dia 26, começa o Ano Novo Maia.
E vendo desse ponto de vista, nada acabou. Ao contrário! Estamos novamente começando - A mágica da vida! A oportunidade de recomeçar, refazer, re-brilhar, re-re-re-transcender!
Cabe aqui a paráfrase ao poeta: "Viver é bom! Nas curvas da estrada... Solidão, Que Nada!" (E salve minha paixão por Cazuza).
E vendo desse ponto de vista, nada acabou. Ao contrário! Estamos novamente começando - A mágica da vida! A oportunidade de recomeçar, refazer, re-brilhar, re-re-re-transcender!
Cabe aqui a paráfrase ao poeta: "Viver é bom! Nas curvas da estrada... Solidão, Que Nada!" (E salve minha paixão por Cazuza).
Segunda-feira, Julho 7
Emoção Artificial 4.0

Visitando a 4ª Bienal de Arte e Tecnologia no último domingo, no Itau Cultural - na mais paulista das avenidas (como disse MRP; e muito bem dito) - e divertindo-se com os robozinhos simpáticos e interativos (conversamos bastante com eles).
Depois, passeando pela Paulista e pensando: - Ah, São Paulo, se for para ser no Brasil, que seja impossível viver sem ti!
Depois, passeando pela Paulista e pensando: - Ah, São Paulo, se for para ser no Brasil, que seja impossível viver sem ti!
Quinta-feira, Julho 3
Bendito É O Fruto!
********** "LÍSIA - Ana Paula tomará o alto da escada! Quanto às outras, fiquem por aqui, fazendo uma espécie de cinturão de retaguarda. Quanto a você, Laísla, assim que escurecer vá ao encontro dos dois e livre meu Rhett Buttler da companhia daquela Scarlett O´hara do pão de queijo. E tudo ficará perfeito! Ao procurar pela namorada, meu filhote fatalmente vai passar por aqui e, nesse instante, a Aninha ataca!" **********
Essa comédia em três atos foi inspirada numa pequena história de grande valor. Uma amiga, Sra. Laís Cecília da Silveira - de Pindamonhangaba, me contou que, na época da solteirice, um dos passatempos dela e das amigas, sendo negras, era o de irem para a porta do clube da cidade verem as brancas chegarem para o baile com seus vestidos e namorados, esbanjando elegância e beleza. 'Début' restrito aos brancos já que os negros não podiam participar do baile. Eram os idos da década de 50 e o preconceito, naquela época alardeado em vozes e atos, corria solto.
Daí, escrevi Bendito É O Fruto! Criando e viajando na idéia de pensar em, independente da época, como seria se uma negra tivesse a oportunidade de entrar na festa de uma branca assumidamente racista.
Hoje não temos racismo. Temos? Hoje, o racismo é dissimulado, acobertado sob o manto dos interesses. Interesse em aceitar quem é conveniente (como se faz normalmente em sociedade, independente de etnias); interesse em ser policamente correto, interesse em se parecer sociável. Assim, acoberta-se um dos piores crimes que pode ser cometido contra o ser humano.
Lísia, a protagonista da minha peça, grita e expõe toda a sua crueza, toda a sua verve que se expressa textualmente na forma de um preconceito nojento e podre.
E, com isso, pretendo eu com essa comédia, além de fazer as pessoas rirem, fazê-las também pensar o quanto pode-se estar cheirando mal por dentro, no caráter e nos conceitos, mesmo que não se demonstre por meras conveniências sociais.
Essa comédia em três atos foi inspirada numa pequena história de grande valor. Uma amiga, Sra. Laís Cecília da Silveira - de Pindamonhangaba, me contou que, na época da solteirice, um dos passatempos dela e das amigas, sendo negras, era o de irem para a porta do clube da cidade verem as brancas chegarem para o baile com seus vestidos e namorados, esbanjando elegância e beleza. 'Début' restrito aos brancos já que os negros não podiam participar do baile. Eram os idos da década de 50 e o preconceito, naquela época alardeado em vozes e atos, corria solto.
Daí, escrevi Bendito É O Fruto! Criando e viajando na idéia de pensar em, independente da época, como seria se uma negra tivesse a oportunidade de entrar na festa de uma branca assumidamente racista.
Hoje não temos racismo. Temos? Hoje, o racismo é dissimulado, acobertado sob o manto dos interesses. Interesse em aceitar quem é conveniente (como se faz normalmente em sociedade, independente de etnias); interesse em ser policamente correto, interesse em se parecer sociável. Assim, acoberta-se um dos piores crimes que pode ser cometido contra o ser humano.
Lísia, a protagonista da minha peça, grita e expõe toda a sua crueza, toda a sua verve que se expressa textualmente na forma de um preconceito nojento e podre.
E, com isso, pretendo eu com essa comédia, além de fazer as pessoas rirem, fazê-las também pensar o quanto pode-se estar cheirando mal por dentro, no caráter e nos conceitos, mesmo que não se demonstre por meras conveniências sociais.
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